Sempre à meia-noite, aquelas velhas alcoviteiras encontram-se em frente à Igreja do Rosário, vestem um capuz preto e caminham em fila pelas estreitas ruas daquela cidade, rezando, rogando, resmungando ave-marias, pai-nossos e outras orações em nome do senhor. Acusam-se umas as outras, lembrando-se dos crucifixos que guardam nas paredes de suas casas, sobre o fogão e o forno em que assam bolos de laranja, limão ou abacate, sempre comidos com café preto, servido em xícaras vermelhas.
Texto improvisado por Mariana na caminhada lenta e voz contínua e rápida (05/06)
Há 17 anos
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