Por Mariana Arruda
Figuras num enorme painel de museu começam a pulsar. Empurram a tela como se deslocassem-se do suporte branco e vazio de cor. Com força, conseguem sair da tela, mas o medo do mundo as fazem repetir o caminho tela-mundo-tela sucessivamente. A tela se rasga e as figuras em tinta óleo escorrem até o chão. Descontroladas em espasmos, elas mudam suas nuances, se juntam e se re-configuram no suporte chão. Reparador do museu trabalha acabamento na nova obra e acaba por também se inserir nela. As figuras contemplam seu novo suporte-corpo, conversam entre si, apagam os traços-limites e vivem livremente suas cores e formas.
Texto à partir da das improvisações de impulsos na parede e no chão (04/06)
Há 17 anos
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