Um mulher acorda em uma praça e percebe que não sabe quem ela é, de onde veio, onde mora ou qual o próprio nome. Ela não tem documentos ou coisa alguma que diga sobre quem ela havia sido até aquele momento.
Em seu corpo duas marcas no corpo: uma linha tatuada em seu braço - esse desenho parecia ser a continuação da linha da vida de sua mão- e uma cicatriz no joelho esquerdo. Mas, isso não era um mapa para sua casa, não dizia nada, não lhe dava dicas sobre sobre a sua vida, planos ou passado.
Ela decidi andar. Não porque soubesse o que fazer, mas porque sabia que deveria ir, simplesmente seguir... deixar de estar ali.
Ela olha para as ruas, as pessoas transitam, a cidade está viva, acelerada, barulhente, existindo...contudo ela não reconhece o local, as notícias de rádio, músicas ou rostos. Passa por uma vitrine e de repente se vê refletida e descobre seus olhos são da cor do céu. E ainda sim...aquela imagem refletida era uma mulher comum naquele vidro cheio de informativos.
Ela olha para cima e vê prédios altos e escolhe um, o mais alto. Decide ver de cima esse lugar . Quem sabe de lá não vê algo tranquilizador e famíliar, um referencial de sua identidade.
Ela sobe de escadas e durante a subida ela pensa se tem motivos para contunuar sendo...sendo o que? Se não possue suas memórias, suas marcas, seus dias passados em sua mente ..o que continuarei sendo? Se sente oca, se sente pequena, questiona cada passo que dá.
Ao chegar na beira da varanda do último andar ela olha aquela paisagem e é como se fosse a primeira vez... e não há motivos para descer, pessoas para procurar, um lugar para voltar.
Olha para baixo...vê uma feira e pessoa que não lhe veêm, a cidade parece não precisar dela.
Pensa em pular...
Pensa em voar..
Não se lembra de não ser pássaro. Não se lembra do que não era.
E...pula...voa..
A mulher que não se lembrava do que era, pulou sem memória e voou para um lugar seguro onde não havia mais essa sensação.
Uma mulher pássaro.....
Há 17 anos
Nenhum comentário:
Postar um comentário